Sustentabilidade no Terceiro Setor: o desafio de harmonizar as dimensões da sustentabilidade em uma ONG

Minelle Enéas Silva, Ana Carolina Vital Costa, Carla Pasa Gómez

Resumo


No contexto organizacional, mesmo sem finalidade lucrativa, as organizações do Terceiro Setor possuem a necessidade de desenvolver mecanismos e práticas para a efetivação de sua atividade junto à comunidade, assumindo o desafio de harmonizar suas ações representadas pelas dimensões social-econômica-ambiental na busca pela sustentabilidade. Assim, este estudo visa compreender como a sustentabilidade está incorporada à gestão e as ações realizadas pela Essor para uma continuidade de seus resultados junto à sociedade. Para tanto, a pesquisa tem caráter exploratório-descritivo com abordagem qualitativa. A metodologia utilizada foi interativa, pelo processo hermenêutico-dialético. Nesse sentido, a partir do levantamento bibliográfico e da entrevista com o coordenador da ONG, identificou-se uma gama de categorias teóricas capazes de facilitar a identificação da sustentabilidade em organizações do Terceiro Setor. Considerando as categorias identificadas, percebeu-se que, apesar de uma desconformidade entre algumas das categorias na organização objeto de estudo, há existência de um caráter harmônico entre as mesmas.


Palavras-chave


Sustainability; Harmony; NGO.

Referências


AGENDA 21 brasileira - Bases para discussão / por Washington Novaes (Coord.) Otto Ribas e Pedro da Costa Novaes. Brasília: MMA/PNUD, 2000.

ALVES JUNIOR, M. D. Sustentabilidade na Gestão de Organizações do Terceiro Setor: Um estudo dos Empreendimentos Sociais apoiados pela Ashoka. 2008. 242 f. Dissertação (Mestrado em Administração de Empresas) – Programa de Pós-Graduação em Administração. Universidade de Fortaleza, 2008.

ARMANI, D. O Desenvolvimento Institucional como condição de sustentabilidade das ONG no Brasil. In: Câmara, C. (Org.) Aids e Sustentabilidade: sobre as ações das Organizações da Sociedade Civil. Brasília: Ministério da Saúde, 2003.

ARMANI, D. Sustentabilidade: Desafio democrático. In: Sustentabilidade: Aids e Sociedade Civil em Debate, Brasília: Ministério da Saúde, 2004.

BARBIERI, J. C.; CAJAZEIRA, J. E. R. Responsabilidade Social Empresarial e Empresa Sustentável: da teoria à prática. São Paulo: Saraiva, 2009.

BORGER, F. G. Responsabilidade Corporativa: a dimensão ética, social e ambiental na gestão das organizações. In: VILELA JÚNIOR, A.; DEMAJOROVIC, J.. Modelos e Ferramentas de Gestão Ambiental. São Paulo: Senac, 2006. p. 13-40.

CARVALHO, D. N. Gestão e Sustentabilidade: Um estudo multicasos em ONGs ambientalistas em Minas Gerais. 2006. 157 f. Dissertação (Mestrado em Administração de Empresas) – Programa de Pós-Graduação em Administração. Universidade Federal de Minas Gerais: Belo Horizonte, 2006.

CASIMIRO, A. C. Q; FREITAS, L. S. Modelos de Gestão em Organizações Não-Governamentais: Da gestão original à gestão estratégica. In Anais: V Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnologia - SEGET. Resende, 2008.

CAZZOLATO, N. K. As Dificuldades de Gestão das Organizações Não-Governamentais. Revista da Faculdade de Administração e Economia, Brasil, 1, nov. 2009. Disponível em: https://www.metodista.br/revistas/revistas-metodista/index.php/ReFAE/article/view/1287. Acesso em: 01 Fev. 2010

COSTA, A. C. V.; SILVA, M. E.; GÓMEZ, C. R. P. A influência dos stakeholders no processo decisório: Um estudo em uma organização do terceiro setor. In Anais... XIII Simposio de Administração da Produção, Logística e Operações Internacionais. São Paulo: FGV-EAESP, 2010.

EARLEY, P. C. Face, Harmony, and Social Structure: An Analysis of Organizational Behavior Across Cultures. Oxford University Press, New York, NY, 1997.

ELKINGTON, J. Canibais com garfo e faca. São Paulo: Makroon Books, 2001.

ESSOR – Associação de Solidariedade internacional. Caracterização da ONG. 2010. Disponível em: http://www.essor-ong.org/pt/benvindo.html. Acessado em: 02 fev. 2010.

FALCONER, A. P. A Promessa do Terceiro Setor. In: ISTR Latin America and the Caribbean Network meets, 7., 1999, Santiago. Latin America and the Caribbean ISTR Regional Network Archive. Santiago: Book Review, 1999. p. 1 - 24. Disponível em: http://www.istr.org/networks/lac/archive.htm. Acesso em: 03 fev. 2010.

FISCHER, T.; MELO, V. P.; CARVALHO, M. R.; JESUS, A.; ANDRADE, R. A.; WAIANDT, C. Perfis visíveis na gestão social do desenvolvimento. Revista Administração Pública [online]. v.40, n.5, 2006. p. 789-808.

FOLADORI, G. Por uma sustentabilidad alternativa. Uruguai: Colección Cabichui, 2005

GIL, A. C. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1991.

GOHN, M. G. Teoria dos movimentos sociais: paradigmas clássicos e contemporâneos. 6 ed. Edições Loyola. São Paulo: 1997.

HAWKENS, P.; LOVINS, A. e LOVINS, H.. Natural Capitalism: creating the next industrial revolution. Little Brown – USA, 1999. Disponível em: http://www.natcap.org/

KISIL, R. A aderência entre o constructo sustentabilidade e a prática das ONGs. 2008. 244 f. Dissertação (Mestrado em Administração de Empresas) – Escola de Administração de Empresas de São Paulo. Fundação Getúlio Vargas. São Paulo, 2008.

LARROUDÉ, E. R. Posturas e Práticas para a sustentabilidade. In: Sustentabilidade: Aids e Sociedade Civil em Debate, Brasília: Ministério da Saúde, 2004.

LIU, A. M. M. The framework underpinning conflicting keys in sustainability: harmony-in-transit. Property Management, v. 24, 2006. p. 219-231.

MARTINS, Gilberto A.; THEÓPHILO, Carlos R. Metodologia da investigação científica para ciências sociais aplicadas. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2009.

OAB. Cartilha Terceiro Setor. São Paulo: Comissão de Direito do Terceiro Setor, 2005.

OLIVEIRA, Maria M. Como fazer pesquisa qualitativa. Recife: Bagaço, 2005.

PAULI, G. Emissão Zero: a busca de novos paradigmas. O que os negócios podem oferecer à sociedade. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1996.

RABELO, L.S. Indicadores de Sustentabilidade: Uma sequência metodológica para a mensuração do progresso ao desenvolvimento sustentável. 2008. 170 f. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento e Ambiente) – Programa Regional de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Ambiente. Universidade Federal do Ceará. Fortaleza, 2008.

SACHS, I. Rumo à ecossocioeconomia. Teoria e prática do desenvolvimento. São Paulo: Cortez, 2007.

SACHS, I. Desenvolvimento: includente, sustentável, sustentado. Rio de Janeiro: Garamond, 2008.

SCHERER-WARREN, I. Redes de movimentos sociais. 3 ed.. São Paulo: Loyola, 2005.

SCHERER-WARREN, I Das mobilizações às redes de movimentos sociais. Sociedade e Estado. Brasília, v. 21, n. 1, p. 109 - 130, jan - abr/ 2006.

SCHUMACHER, E. F. Lo pequeno es hermoso. 3ed. Espana: Tursen S.A, 2001.

TENÓRIO, F. G. (Org.). Gestão de ONGs: principais funções gerenciais. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1997.

TEODÓSIO, A. S. S. Pensar pelo avesso o Terceiro Setor: mitos, dilemas e perspectivas da ação social organizada nas políticas sociais. In Anais: Políticas Públicas de apoio sociofamiliar. p. 85-124. PUC: Belo Horizonte, 2001.

VAN BELLEN, H. M. Indicadores de Sustentabilidade: uma análise comparativa. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2005.

ZAPE, K.L. Terceiro Setor: Algumas reflexões sobre a intensa corrida pela sustentabilidade. In: VI Conferencia Regional de ISTR para a America Latina y el Caribe. Salvador, 2007.


Texto completo: PDF